Sábado, Novembro 14, 2009

Boas Notícias

Não se será exactamente uma «boa notícia» mas é pelo menos interessante. Uma «boa sugestão».
É que quando «o negócio é números», quero eu dizer quando «o negócio é dinheiro», muita coisa muda de figura.
Li por aí que investir milhões para proteger a diversidade da vida animal e vegetal permitirá, a longo prazo, um retorno do investimento cem vezes superior
Uau!
Um retorno do investimento cem vezes superior? Se eu pensar nos tostões que tenho (ou gostava de ter...) no Banco, a coisa sorri-me. É um graaaande investimento.
Então talvez valha a pena realmente começar a proteger essa vida animal e vegetal em risco. Mesmo que seja por uma razão 'egoísta' - ou menos idealista digamos assim.
Era uma boa ideia.
A Terra agradecia.


Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Sexta-feira treze?




PRONTO!!!!

(e aceitam-se outros talismãs)

* Psst! Vão ver a belíssima imagem do Sharkinho Quem tira fotos daquelas tem de ser visitado!

Sinais exteriores de ….

Li ontem na Visão um fait-divers(zinho): um inglês ganhou o euromilhões depois de insistir em jogar durante 12 anos. Ganhou cinquenta mil milhões de euros. Muito dinheiro, heim?! Os planos que confessou ter foi: fazer uma viagem e … comprar um carro novo, porque até ao momento só tinha tido carros em segunda mão. Um carro novo?!!!
Noutra secção da mesma revista, fala-se de desemprego no vale do Ave, uma terra de miséria mas onde o representante da Porsche, em dois meses realizou o objectivo de um ano inteiro, reconhece que tem vendido que se farta. Porsches, atenção, não é qualquer coisa.
Todos nós sabemos que em qualquer concurso de tv, se o prémio recebido for ‘razoável’, o premiado explica logo que o que vai fazer com o dinheiro é «comprar um carro».
Mesmo na roda dos nossos amigos, sabemos que se a conversa for sobre o que se faria com a sorte grande, a maioria totalidade dirá logo «comprar um carro» e, claro que se a sorte for mesmo grande, também pagar a casa é claro… Mas a ideia do ‘carro novo’ brilha com uma luz especial, é a primeira ideia que ocorre.
Não, eu não sou diferente. Incluo-me nesse grupo, não estou a criticar nada. Se escrevo isto é para reflectir em conjunto convosco porque é que o automóvel nos atrai como um íman. E ainda mais quando ele se banalizou tanto que há famílias com vários, quase vemos um para cada membro da família… Será porque as distâncias hoje também são maiores? Ou porque se deixou de andar a pé? Ou porque os transportes públicos levam muito tempo? Ou porque ‘todos têm’? Ou porque nos dá mais liberdade de movimentos?
É claro que pode ser tudo isso junto e talvez o resquício do tempo em que ter um carro ainda era um sinal exterior de riqueza. O que explica alguns casos onde se vê um automóvel à porta a brilhar como uma estrela, e o interior da casa dos donos é de um desconforto e desleixo inacreditáveis. Só que isso não chega. Os sinais hoje em dia são outros como todos sabemos. Não é por se ter carro que se é rico ou não (mais rico é andar sempre de táxi, olaré !) e aquilo até é uma fonte de arrelias muitas vezes.
Mas é assim. Perante um dinheiro inesperado, a malta trata logo de melhorar o seu carrito.
Será um bom negócio ter um stand de automóveis…?

Começa-se assim, com o primeiro carro.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

S. Martinho


Ontem foi Dia de S. Martinho.
A seguir à trindade dos Santos Populares (António, João e Pedro), julgo que é o mais famoso. Parece que festa de santo que é Santo mete comes e bebes. As sardinhas e o vinho lá em Junho, e as castanhas e água-pé agora em Novembro. Sem isso não tem graça nenhuma.
Claro que os mais profanos podem pensar que esta é uma festa mais arcaica e afinal pretende despedir-se do Verão e celebrar a chegada do tempo mais frio. O tempo ainda está hesitante se faz frio ou calor, por isso se fala no Verão de S. Martinho. Depois, as vindimas estão feitas, há vinho novo e a dita água-pé, o que evidentemente convida à festa.
E, o mais engraçado, é que tirando os meninos das escolas que bem ensinados pelas suas professoras ou educadoras lá vão fazendo desenhos e contando a lenda do S. Martinho (embora nem todos como conta a Saltapocinhas), a malta adulta fixa-se mas é no tema de as castanhas serem melhores cozidas ou assadas, vai-se arreliando porque elas estão cada vez mais caras e estranha-se que os vendedores já não as embrulhem em papel de jornal que a asae não deve gostar, ou se a jeropiga e a água-pé vale a pena beber-se ou se avança logo para o vinho tinto...
Mas o ritual de beber vinho e comer castanhas neste dia é cumprido por toda a gente!
Quanto à lenda, em si, é realmente um tanto estranha, como lembrou ontem a nossa amiga do Histórias de Embrulhar Castanhas. Contou ela que, quando era criança achava a história mal contada, porque Deus que é Deus não devia fazer uma tal trapalhice.
Cito:
«Cabe na cabeça de alguém que quem tem poder para tudo e mais alguma coisa...
a) deixe que faça frio e chova em cima dum mendigo quase nu?
b) espere que um cavaleiro corte ao meio uma capa que deve ter sido super-cara para logo a seguir fazer parar a chuva e abrir o sol?»
Certo.
Quem precisava do tal bom tempo era o mendigo, antes de receber a capa, é claro!

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Mas que coisa!

Há um tema que nunca abordei aqui porque tem sido falado, e bastante bem, por tantos blogs conhecidos, que achei que não vinha contribuir em nada com a minha opinião. E como, ao contrário do caso da interrupção da gravidez, espero bem que nunca venha a ser tema de referendo – era o que faltava! – não senti que a minha opinião contribuísse para convencer ninguém.
Quero referir-me à questão do casamento dos homossexuais.
Confesso que quando a questão começou a surgir, fiz parte dos que pensaram «Ora! Agora que o casamento como instituição está a perder força e tanta gente opta por não se casar é que estes querem entrar nisso...?» mas rapidamente entendi que só se pode recusar uma coisa que se pode ter. Muitas mulheres hoje fazem parte dessa «maioria que é a abstenção» mas isso não invalida a importância da luta das sufragistas. Só depois de se ter conquistado o direito ao voto se pode escolher não o usar.
Mas, neste caso, o que me impressiona é a força que pode ter uma maioria (mesmo quando é uma maioria) em decidir sobre um aspecto da vida dos outros que não os afecta a eles minimamente. Já quando foi a despenalização do aborto se foram buscar não só argumentos que não tinham nada a ver com o que estava em causa e algumas mentiras, como até insinuavam que se estava a promover essa solução em vez de formas de controlo de gravidez. Como se essa não fosse sempre uma decisão traumática.
Desta vez parece que há quem pense que a legalização do casal homossexual vai beliscar os direitos dos outros casais. (??!!) Encontrei no Voz em Fuga um vídeo muito engraçado com um conselho fácil de seguir: «Se não acreditas no casamento entre pessoas do mesmo sexo, então não cases com alguém do mesmo sexo»
É que este é um caso onde o direito dos outros não implica absolutamente nada a perda de um direito nosso.
A Igreja não gosta? Também está no seu direito. Portanto, as pessoas do mesmo sexo não se poderão casar pelos ritos da Igreja. É justo. Mas perante a lei são iguais, ou seja não podem ser descriminados com base na orientação sexual. Ponto final.
Em que é que o casamento entre pessoas do mesmo sexo prejudica a sociedade?
Não vivemos numa sociedade teocrática como algumas do Islão, e bastante nos regozijamos com isso.
Então...?! :(


Terça-feira, Novembro 10, 2009

Promoções (?!)

Li ontem uma notícia que explicava que a Deco entrava na dança (ou aconselhava-os-consumidores-sobre, não sei bem como dizer) sobre promoções fantasmas.
É uma situação irritante e desconfortável.
Todos nós temos a experiência de abrir a nossa caixa de correio e encontrá-la atafulhada com quilos de papel de publicidade. (Pelo menos até lhe colarmos a etiqueta de «publicidade não endereçada, não) Muitas vezes é até um papel de excelente qualidade, com imensas fotos muito coloridas e sugestivas, incentivando-nos a comprar o que precisamos – ou não precisamos – porque é bom, barato, de aproveitar a ocasião. Claro que a maioria desses papeis seguem logo para o lixo, mas é certo que muitos de nós antes de o deitar fora dá uma olhadela e até pode ficar a pensar que isto ou aquilo seria uma boa oportunidade...
Ora o que se passa é que muitas vezes o que lá aparece é uma espécie de publicidade enganosa porque se relaciona com “promoções que são indicadas ao consumidor e que na realidade não existem”.
Eu ainda entendo que se use um isco. Há uma cadeia de supermercados de preços baixos que tem produtos novos às 2ªs e 5ªs feiras e quem os frequenta já sabe que ou está lá de manhã ou nem vale a pena lá ir. Não é muito ético, mas a gente aceita que se esgote depressa.
Contudo, do que estes consumidores se queixam é de que por vezes as coisas nem chegam a estar à venda. Eu já uma vez deixei aqui um post exactamente sobre isso. Certa vez a minha «fada-do-lar» ofereceu-se para me comprar um aspirador que era promoção de terminada firma muito conhecida. Ela acorda muito cedo, e estava lá de madrugada. Aquilo parece abrir às 6 da manhã ou coisa assim, e ela até esperou que a porta abrisse. Mas... misteriosamente, tinha «esgotado». Disse-me que fez uma peixeirada do caraças, e lá conseguiu que aparecesse um responsável com um exemplar que lhe cedeu de má vontade. Chegou vitoriosa porque tinha conseguido!
Ou seja, eu (por interposta pessoa) consegui daquela vez mas pelos vistos as pessoas que foram a seguir já ficaram a ver navios.
E a verdade, é que se este foi um caso extremo, esta situação acontece muitas e muitas vezes. «Oferece-se» um produto como engodo, na esperança que o cliente não o traga porque afinal não existe àquele preço, mas traga várias outras coisas para não vir de mãos vazias, uma vez que se deslocou lá.
«Marketing mais agressivo»?
É um eufemismo chamar-lhe assim. É uma vigarice, é o que é.
Uma perfeita vigarice.


Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Tecnologias!

Como ponto prévio devo declarar que não tenho nada contra a tecnologia. Nadinha! O microondas, por exemplo, facilita-me muito a vida, nem sei como fazia sem ele! O telemóvel tem-me poupado algumas arrelias. A mim e a muita gente. E o comando da tv? Coisa prática!
Mas de vez em quando fico de olhos arregalados com algumas invenções. Ora vejam só:
Inventaram uma nova aplicação para o iPhone para interpretar o choro dos bebés E em 10 segundos!!! A criança chora, e fica-se a saber, em 10 segundos, «se o bebé está com fome, sono, chateado, em stress ou se está apenas incomodado com alguma coisa». Esta alternativa é que é nebulosa, qual será a diferença entre estar chateado ou incomodado com alguma coisa? Huuuummm…
Aliás o iPhone é terrível, imagine-se que até existe uma aplicação para apanhar namorados mentirosos!

Mas há mais: Os japoneses (são formidáveis, os japoneses!) inventaram uns óculos que fazem a tradução do que se diz em tempo real. Escolheram uns óculos e não uns auriculares porque o que se diz aparece em texto, como as legendas dos filmes. Estou a imaginar uns balões a sair da boca das pessoas com aquilo que estão a dizer. Uau!
E ainda, com tanta tecnologia, é lógico que a China prepare uns Jogos Olímpicos com robôs. Tomou-lhe o gosto e para o ano vamos ter atletas mecânicos a competir em desportos tradicionais desses jogos. Ganha o que estiver melhor programado?...
Se os ‘atletas’ podem ser robots, o treinador também, ou não? Seria uma solução possível para a crise do Sporting - o salário deve ser aceitável que as necessidades não são muitas, só recarregar as pilhas, e se um entrar em curto-circuito avança outro.


Domingo, Novembro 08, 2009

Uma música ao Domingo

Esta canção foi por sugestão e digamos que 'em honra' da minha amiga M******, que gosta muito de fado e até o canta. Foi ela que me falou deste fadista que eu nem conhecia...
Aqui fica: